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03 junho 2010
Crítica sobre a interessante obra de Martins Pena
Olá Trambiqueiros, Carol falou agora sobre a obra de Martins Pena “O noviço e Judas em sábado de aleluia”. Agora seguem algumas críticas sobre o seu trabalho :D Elas ajudam a entender melhor a obra que vamos assistir em breve juntamente da sala e de Gilsa. Então vamos lá. A obra O Judas em Sábado de Aleluia, de Martins Pena, é uma comédia de costumes, escrita no final do século XIX, contendo apenas um ato e doze cenas. Martins pena é um dos maiores dramaturgos brasileiros, o criador do Teatro Nacional. Na peça, ele zomba dos costumes sociais do Rio de Janeiro do século XIX, pois trata basicamente de um tema comum esboçado pelos autores românticos: das moças que buscam um noivo para si, bem como um reforço retratista da pequena burguesia: funcionários públicos, militares etc. Dotado de singular veia cômica, soube aproveitar o momento em que se intensificava a criação do teatro romântico brasileiro, que possibilitava tratar das situações e personagens do cotidiano, e mostrou a realidade de um país atrasado e, predominantemente, rural, fazendo a platéia rir de si mesma. Seus textos envolvem, sobretudo, flagrantes da vida brasileira, do campo à cidade. Assim, apresenta com temas principais, os problemas familiares, casamentos, heranças, dotes, dívidas, corrupção, injustiças, festas populares etc. Sua galeria de tipos compreende: funcionários públicos, padres, meirinhos, juízes, malandros, matutos, moças namoradeiras ou sonsas, guardas nacionais, mexeriqueiros, viúvas etc. Na peça fica patente a crítica de Martins Pena à sociedade hipócrita que semeia visões distorcidas daquilo que é em sua interioridade podre. Percebe-se a crítica à moral burguesa com os seus desejos e certezas. Fica clara ainda a figura da esperteza de Faustino. A história passa-se no Rio de Janeiro, no ano de 1844. Bom é isso, espero que tenham aprendido melhor. E lembrando que o dinheiro será entregue a mim e até sexta, ou no MÁXIMO segunda. Beijinhos e bom feriado :D
14 maio 2010
Nelson Rodrigues
Olá trambiqueiros :D Eu tava em falta com com vocês, por alguns probleminhas pessoais HAHA., mas agora to de volta e estarei toda sexta aqui postando. Enfin, hoje vamos aprender um pouquinho sobre Nelson Rodrigues, então vamos lá ne?
Nascido na capital pernambucana e quinto de quatorze irmãos, Nelson Rodrigues mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança, onde viveria por toda sua vida. Na década de 1920, o pai de Nelson Rodrigues fundou um jornal, onde o próprio Nélson começaria sua carreira jornalística, na seção de polícia, com apenas treze anos de idade, e mais tarde tornou-se cronista esportivo. A partir da década de 1940, Nelson divide-se entre o emprego em O Globo e a elaboração de peças teatrais. Em 1941 escreve A mulher sem pecado, que estreou sem sucesso. Pouco tempo depois assina a revolucionária Vestido de noiva que estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro com estrondoso sucesso.
O teatro entrou na vida de Nelson Rodrigues por acaso. Uma vez que se encontrava em dificuldades financeiras, achou no teatro uma possibilidade de sair da situação difícil em que estava. Assim, escreveu "A mulher sem pecado...", sua primeira peça. Segundo algumas fontes, Nelson tinha o romance como gênero literário predileto, e suas peças seguiram essa predileção , pois as mesmas são como romances em forma de texto teatral. Nelson é um originalíssimo realista. De fato a prosa de Nelson era realista e, tal como os realistas do século XIX, criticou a sociedade e suas instituições, sobretudo o casamento. Sendo esteticamente realista em pleno Modernismo, Nelson não deixou de inovar tal como fizeram os modernos. O autor transpôs a tragédia grega para o sociedade carioca do início do século XX, e dessa transposição surgiu a "tragédia carioca", com as mesmas regras daquela, mas com um tom contemporâneo. O erotismo está muito presente na obra de Nelson Rodrigues, o que lhe garante o título de realista. Nelson não hesitou em denunciar a sordidez da sociedade tal como o fez Eça de Queirós em suas obras. Esse erotismo realista de Nelson teve sua gênese em obras do século XIX, como "O Primo Basílio",e se desenvolveu grandemente na obra do autor pernambucano. Em síntese, Nelson foi um grande escritor, dramaturgo e cronista, e está imortalizado na literatura brasileira.
Bom, então é isso, até proxima semana :D
beeijinhos e bom fim de semana.
Nascido na capital pernambucana e quinto de quatorze irmãos, Nelson Rodrigues mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança, onde viveria por toda sua vida. Na década de 1920, o pai de Nelson Rodrigues fundou um jornal, onde o próprio Nélson começaria sua carreira jornalística, na seção de polícia, com apenas treze anos de idade, e mais tarde tornou-se cronista esportivo. A partir da década de 1940, Nelson divide-se entre o emprego em O Globo e a elaboração de peças teatrais. Em 1941 escreve A mulher sem pecado, que estreou sem sucesso. Pouco tempo depois assina a revolucionária Vestido de noiva que estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro com estrondoso sucesso.
O teatro entrou na vida de Nelson Rodrigues por acaso. Uma vez que se encontrava em dificuldades financeiras, achou no teatro uma possibilidade de sair da situação difícil em que estava. Assim, escreveu "A mulher sem pecado...", sua primeira peça. Segundo algumas fontes, Nelson tinha o romance como gênero literário predileto, e suas peças seguiram essa predileção , pois as mesmas são como romances em forma de texto teatral. Nelson é um originalíssimo realista. De fato a prosa de Nelson era realista e, tal como os realistas do século XIX, criticou a sociedade e suas instituições, sobretudo o casamento. Sendo esteticamente realista em pleno Modernismo, Nelson não deixou de inovar tal como fizeram os modernos. O autor transpôs a tragédia grega para o sociedade carioca do início do século XX, e dessa transposição surgiu a "tragédia carioca", com as mesmas regras daquela, mas com um tom contemporâneo. O erotismo está muito presente na obra de Nelson Rodrigues, o que lhe garante o título de realista. Nelson não hesitou em denunciar a sordidez da sociedade tal como o fez Eça de Queirós em suas obras. Esse erotismo realista de Nelson teve sua gênese em obras do século XIX, como "O Primo Basílio",e se desenvolveu grandemente na obra do autor pernambucano. Em síntese, Nelson foi um grande escritor, dramaturgo e cronista, e está imortalizado na literatura brasileira.
Bom, então é isso, até proxima semana :D
beeijinhos e bom fim de semana.
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