24 abril 2010

Romantismo

Logo após a independência do Brasil, nasce o Romantismo brasileiro. Ele assumiu em nossa literatura um significado de extrema importância, já que nasceu devido à necessidade de suscitar no brasileiro um sentimento nacionalista para pôr fim à dependência cultural do Brasil com Portugal. Por isso a primeira geração romântica tinha a preocupação de garantir uma identidade nacional que nos separassem de nossos antigos colonizadores, além de resgatar e criar símbolos de origem nacional.

A época Romântica no Brasil é dividida em três gerações:

- Primeira geração: nacionalista, indianista (há uma forte presença dos nativos nas obras) e religiosa.
Autores: Gonçalves Dias e Gonçalves de Magalhães.

- Segunda geração: é um período também chamado de “mal do século”, porque apresentava temas obscuros, como a morte, amores impossíveis, escuridão, pessimismo e decepções.
Autores: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e Junqueira Freire.

- Terceira geração: esse período desenvolve uma poesia com caráter político e social, já que as obras se tratavam de temas como o abolicionismo, a opressão e a ignorância do povo brasileiro.
Autores: O maior representante dessa fase é Castro Alves, o “poeta dos escravos”, como era conhecido.

Bom, como vocês puderam ver, essas três fases trataram de temas um pouco distintos. Porém, com uma pequena ligação, já que todas elas eram voltadas para o Brasil e seus habitantes, fossem eles os nativos ou não. O que vocês acham disso? Comentem !

21 abril 2010

Gil Vicente - Autos e Farsas

Na segunda-feira (19/04), tivemos a oportunidade de conhecer mais sobre o autor Gil Vicente e sobre o Auto e a Farsa, então vamos relembrar o que foi dito na apresentação do grupo composto por Juliana, Priscilla, Ivone, Iann e João.

Gil Vicente é considerado é o pai do teatro português. 
A obra vicentina é tida como reflexo da mudança dos 
tempos e da passagem da Idade Média para o Renascimento. 
Foi o principal representante da literatura renascentista p
ortuguesa, e incorporou elementos populares na 
sua escrita que influenciaram a cultura popular portuguesa.



Autos são peças teatrais de assunto religioso ou profano; sério ou cômico. E tinham a finalidade de divertir, de moralizar ou de difundir a fé cristã.
Os principais autos vicentinos são: Monólogo do Vaqueiro; Auto da Alma; Trilogia das Barcas; Auto da Feira, Auto da Índia e Auto da Mofina Mendes.

Farsas são peças cômicas de um só ato, com enredo curto e poucas personagens, extraídas do cotidiano.
Destacam-se Farsa do Velho da Horta, Farsa de Inês Pereira e Quem tem Farelos?



Então, para vocês, qual a principal diferença entre os Autos e as Farsas? Comentem o que vocês entenderam sobre esse assunto! [:

19 abril 2010

Comédia Grega

A comédia antiga

A origem da comédia é a mesma da tragédia: as festas ao deus Dioniso. A palavra comédia vem do grego “komos", que remete ao sentido de procissão. Na Grécia havia dois tipos de procissão que eram denominadas "komoi". Numa, os jovens saiam às ruas, fantasiados de animais, batendo de porta em porta pedindo prendas, brincando com os habitantes da cidade. No segundo tipo, era celebrada a fertilidade da natureza.
Apesar de também ser representada nas festas dionisíacas, a comédia era considerada um gênero literário menor. É que o júri que apreciava a tragédia era nobre, enquanto o da comédia era escolhido entre as pessoas da platéia. A temática também diferia nos dois gêneros. A tragédia contava a história de deuses e heróis, enquanto a comédia falava de homens comuns.
A comédia antiga, por fazer referências divertidas aos mortos, satirizar personalidades vivas e até mesmo os deuses, teve sempre a sua existência muito ligada à democracia.
A encenação da comédia antiga era dividida em duas partes, com um intervalo. Na primeira, chamada "agón", prevalecia um duelo verbal entre o protagonista e o coro. No intervalo, o coro retirava as máscaras e falava diretamente com o público para definir uma conclusão sobre a primeira parte. A seguir, vinha a segunda parte da comédia. Seu objetivo era esclarecer os problemas que surgiram no "agón".

Entre os séculos 6 a.C. e 5 a.C a cultura grega atingiu seu auge, porém no século 4 a.C., a rendição de Atenas durante a Guerra do Peloponeso causou o declínio nas produções teatrais da época e isso acarretou o fim da comédia antiga.

A comédia nova

Após a Guerra do Peloponeso surgiu a comédia nova, que se iniciou no fim do século 4 a.C. e durou até o começo do século 3 a.C.
A comédia nova e a comédia antiga possuem muitas diferenças. Na primeira, o coro já não é um elemento atuante, sua participação fica resumida à coreografia dos momentos de pausa da ação, a política quase não é discutida. Seu tema são as relações humanas, como por exemplo, as intrigas amorosas. Não existem mais as sátiras violentas. A comédia nova é mais realista e procura, utilizando uma linguagem bem comportada, estudar as emoções do ser humano.


por Maria Tereza Lins

15 abril 2010

Olá, trambiquinho :D

Bom, gente, como já foi dito no post anterior, a administração do blog mudou. :] Espero que vocês gostem das novidades que a gente vai compartilhar com vocês durante esse 2º bimestre e saibam que estamos abertas a críticas e/ou sugestões.

Vou começar falando mais um pouco sobre o gênero lírico:
Sabemos que a poesia é o despertar da subjetividade, e que ela revela sentimentos e emoções vividas pelo poeta. Mas quem é que ao ler uma poesia pela primeira vez consegue entender a essência da mensagem, ou seja, a real intensão do autor ao escrever aquele texto? Ele atingiu o seu objetivo? Uma poesia pode até parecer simples, mas ela revela o estado de espírito e as opiniões do seu autor já que é com muita frequencia utilizada como meio para se fazer uma denúncia ou criticar algo de contexto social. Por isso, para compreender e absorver a idéia de um texto lírico é necessário ler e reler e ler e reler mais uma vez e quantas vezes for preciso para que aquela mensagem não passe de meras palavras. O poema a seguir foi escrito por Ulisses Tavares:

Além da Imaginação

Tem gente passando fome.
E não é a fome que você imagina
entre uma refeição e outra.
Tem gente sentindo frio.
E não é o frio que você imagina
entre o chuveiro e a toalha.
Tem gente muito doente.
E não é a doença que você imagina
entre a receita e a aspirina.
Tem gente sem esperança.
E não é o desalento que você imagina
entre o pesadelo e o despertar.
Tem gente pelos cantos.
E não são os cantos que você imagina
entre o passeio e a casa.
Tem gente sem dinheiro.
E não é a falta que você imagina
entre o presente e a mesada.
Tem gente pedindo ajuda.
E não é aquela que você imagina
entre a escola e a novela.
Tem gente que existe e parece
imaginação.



Bom, galera, o que vocês acharam do poema? Na opinião de vocês, a que o autor se refere no texto? Comentem!! :)  

14 abril 2010

Oi Trambiqueiros!

Começamos o 2º bimestre e houve uma mudança nos integrantes do Blog. Agora as postagens serão feitas por: Ana Carolina Oliveira, Andrêssa Franca, Danusa Isabel, Maria Caroline Oliveira e Maria Tereza Lins. Espero que possamos melhorar cada vez mais o Blog e fazer vocês se interessarem mais!

Como nas últimas aulas de Gilsa pudemos conhecer mais sobre o teatro trágico e cômico da Grécia, postei um texto sobre as máscaras usadas nessas representações teatrais:




A civilização grega teve seu apogeu no séc. V a.C., período no qual o teatro também havia se desenvolvido a partir dos rituais das festas dionisíacas às apresentações das tragédias e comédias gregas. A máscara acompanha a mesma evolução, passando de ritualística para teatral. A máscara teatral grega inicialmente era confeccionada de materiais como: folhas, madeira, argila e couro. Ela possuía diferentes funções quando em cena, tais como proporção maior que a face do ator e os traços expressivos acentuados, para que todo o público pudesse assimilar o caráter do personagem. As máscaras também portavam grandes perucas, e no local em que se encaixava a boca havia uma espécie de cone que permitia uma maior propagação da voz. Essas máscaras eram desproporcionais ao tamanho do corpo humano, exigindo desta forma redimensionar todo o figurino para acompanhar a proporção estética, inclusive utilizando botas de saltos altos. E como a encenação das peças era feita exclusivamente por atores masculinos era necessário o uso de máscaras para representar personagens femininos.

por Maria Caroline Oliveira

05 abril 2010

Provas

Olá trambiqueiros ;)
Como vão? Bom, a partir de amanhã começam as provas, creio que muitos estão estudando agora, caso vocês não se lembrem, teremos prova de Literatura também, o assunto é: Gêneros Literários.
Os gêneros que precisamos estudar estão naquela folhinha em que trabalhamos por um tempo.
Como vimos à peça 7 Minutos, achei importante pesquisar algumas coisas sobre ela.
Foi escrita pelo próprio ator Antônio Fagundes, e as histórias que ele conta sobre como as pessoas se comportam mal no teatro aconteceram com o próprio. Antônio Fagundes comenta que "A relação entre o ator e os espectadores sofreu muita modificação ao longo dos anos, o que deixou o teatro muito atomizado". Comenta também que "Quero mostrar que o teatro ainda tem uma vitalidade própria, que precisa ser saboreada sem pressa."

O título vem justamente dessa pressa atual em se alimentar de informação. Fagundes lembra que sete minutos é aproximadamente a duração total dos comerciais que são intercalados durante um telejornal ou a exibição de um filme na TV. Ou, em muitos casos, é o tempo que as pessoas gastam para dar uma passada de olhos nas manchetes dos jornais. "Toda essa pressa acaba sendo levada para o teatro, que é uma arte que exige um tempo maior de apreciação."

Para quem quer saber mais sobre a peça, é só clicar aqui.
Por hoje é só, beijos e boas provas =)