19 abril 2010

Comédia Grega

A comédia antiga

A origem da comédia é a mesma da tragédia: as festas ao deus Dioniso. A palavra comédia vem do grego “komos", que remete ao sentido de procissão. Na Grécia havia dois tipos de procissão que eram denominadas "komoi". Numa, os jovens saiam às ruas, fantasiados de animais, batendo de porta em porta pedindo prendas, brincando com os habitantes da cidade. No segundo tipo, era celebrada a fertilidade da natureza.
Apesar de também ser representada nas festas dionisíacas, a comédia era considerada um gênero literário menor. É que o júri que apreciava a tragédia era nobre, enquanto o da comédia era escolhido entre as pessoas da platéia. A temática também diferia nos dois gêneros. A tragédia contava a história de deuses e heróis, enquanto a comédia falava de homens comuns.
A comédia antiga, por fazer referências divertidas aos mortos, satirizar personalidades vivas e até mesmo os deuses, teve sempre a sua existência muito ligada à democracia.
A encenação da comédia antiga era dividida em duas partes, com um intervalo. Na primeira, chamada "agón", prevalecia um duelo verbal entre o protagonista e o coro. No intervalo, o coro retirava as máscaras e falava diretamente com o público para definir uma conclusão sobre a primeira parte. A seguir, vinha a segunda parte da comédia. Seu objetivo era esclarecer os problemas que surgiram no "agón".

Entre os séculos 6 a.C. e 5 a.C a cultura grega atingiu seu auge, porém no século 4 a.C., a rendição de Atenas durante a Guerra do Peloponeso causou o declínio nas produções teatrais da época e isso acarretou o fim da comédia antiga.

A comédia nova

Após a Guerra do Peloponeso surgiu a comédia nova, que se iniciou no fim do século 4 a.C. e durou até o começo do século 3 a.C.
A comédia nova e a comédia antiga possuem muitas diferenças. Na primeira, o coro já não é um elemento atuante, sua participação fica resumida à coreografia dos momentos de pausa da ação, a política quase não é discutida. Seu tema são as relações humanas, como por exemplo, as intrigas amorosas. Não existem mais as sátiras violentas. A comédia nova é mais realista e procura, utilizando uma linguagem bem comportada, estudar as emoções do ser humano.


por Maria Tereza Lins

15 abril 2010

Olá, trambiquinho :D

Bom, gente, como já foi dito no post anterior, a administração do blog mudou. :] Espero que vocês gostem das novidades que a gente vai compartilhar com vocês durante esse 2º bimestre e saibam que estamos abertas a críticas e/ou sugestões.

Vou começar falando mais um pouco sobre o gênero lírico:
Sabemos que a poesia é o despertar da subjetividade, e que ela revela sentimentos e emoções vividas pelo poeta. Mas quem é que ao ler uma poesia pela primeira vez consegue entender a essência da mensagem, ou seja, a real intensão do autor ao escrever aquele texto? Ele atingiu o seu objetivo? Uma poesia pode até parecer simples, mas ela revela o estado de espírito e as opiniões do seu autor já que é com muita frequencia utilizada como meio para se fazer uma denúncia ou criticar algo de contexto social. Por isso, para compreender e absorver a idéia de um texto lírico é necessário ler e reler e ler e reler mais uma vez e quantas vezes for preciso para que aquela mensagem não passe de meras palavras. O poema a seguir foi escrito por Ulisses Tavares:

Além da Imaginação

Tem gente passando fome.
E não é a fome que você imagina
entre uma refeição e outra.
Tem gente sentindo frio.
E não é o frio que você imagina
entre o chuveiro e a toalha.
Tem gente muito doente.
E não é a doença que você imagina
entre a receita e a aspirina.
Tem gente sem esperança.
E não é o desalento que você imagina
entre o pesadelo e o despertar.
Tem gente pelos cantos.
E não são os cantos que você imagina
entre o passeio e a casa.
Tem gente sem dinheiro.
E não é a falta que você imagina
entre o presente e a mesada.
Tem gente pedindo ajuda.
E não é aquela que você imagina
entre a escola e a novela.
Tem gente que existe e parece
imaginação.



Bom, galera, o que vocês acharam do poema? Na opinião de vocês, a que o autor se refere no texto? Comentem!! :)  

14 abril 2010

Oi Trambiqueiros!

Começamos o 2º bimestre e houve uma mudança nos integrantes do Blog. Agora as postagens serão feitas por: Ana Carolina Oliveira, Andrêssa Franca, Danusa Isabel, Maria Caroline Oliveira e Maria Tereza Lins. Espero que possamos melhorar cada vez mais o Blog e fazer vocês se interessarem mais!

Como nas últimas aulas de Gilsa pudemos conhecer mais sobre o teatro trágico e cômico da Grécia, postei um texto sobre as máscaras usadas nessas representações teatrais:




A civilização grega teve seu apogeu no séc. V a.C., período no qual o teatro também havia se desenvolvido a partir dos rituais das festas dionisíacas às apresentações das tragédias e comédias gregas. A máscara acompanha a mesma evolução, passando de ritualística para teatral. A máscara teatral grega inicialmente era confeccionada de materiais como: folhas, madeira, argila e couro. Ela possuía diferentes funções quando em cena, tais como proporção maior que a face do ator e os traços expressivos acentuados, para que todo o público pudesse assimilar o caráter do personagem. As máscaras também portavam grandes perucas, e no local em que se encaixava a boca havia uma espécie de cone que permitia uma maior propagação da voz. Essas máscaras eram desproporcionais ao tamanho do corpo humano, exigindo desta forma redimensionar todo o figurino para acompanhar a proporção estética, inclusive utilizando botas de saltos altos. E como a encenação das peças era feita exclusivamente por atores masculinos era necessário o uso de máscaras para representar personagens femininos.

por Maria Caroline Oliveira

05 abril 2010

Provas

Olá trambiqueiros ;)
Como vão? Bom, a partir de amanhã começam as provas, creio que muitos estão estudando agora, caso vocês não se lembrem, teremos prova de Literatura também, o assunto é: Gêneros Literários.
Os gêneros que precisamos estudar estão naquela folhinha em que trabalhamos por um tempo.
Como vimos à peça 7 Minutos, achei importante pesquisar algumas coisas sobre ela.
Foi escrita pelo próprio ator Antônio Fagundes, e as histórias que ele conta sobre como as pessoas se comportam mal no teatro aconteceram com o próprio. Antônio Fagundes comenta que "A relação entre o ator e os espectadores sofreu muita modificação ao longo dos anos, o que deixou o teatro muito atomizado". Comenta também que "Quero mostrar que o teatro ainda tem uma vitalidade própria, que precisa ser saboreada sem pressa."

O título vem justamente dessa pressa atual em se alimentar de informação. Fagundes lembra que sete minutos é aproximadamente a duração total dos comerciais que são intercalados durante um telejornal ou a exibição de um filme na TV. Ou, em muitos casos, é o tempo que as pessoas gastam para dar uma passada de olhos nas manchetes dos jornais. "Toda essa pressa acaba sendo levada para o teatro, que é uma arte que exige um tempo maior de apreciação."

Para quem quer saber mais sobre a peça, é só clicar aqui.
Por hoje é só, beijos e boas provas =)

01 abril 2010

Teatro grego

Olá trambico. Tudo bem?

Como já foi dito teve a apresentação sobre o teatro grego. Elas falaram da tragédia que é o gênero mais antigo do teatro grego, e surgiu em meados do século VI a.C. Em sua maioria, as peças tratavam da religião ou de sagas dos heróis, e eram raras as tragédias que relatavam assuntos da época. A maioria das tragédias retrata a queda de um herói, muitas vezes atribuída à sua arrogância. Alguns autores da época foram ressaltados, todos de Atenas:

Ésquilo (525 a 456 a.C. aproximadamente)

Principal Texto: Prometeu Acorrentado.
Tema Principal que tratava: Contava fatos sobre os Deuses e os Mitos.

Sófocles (496 a 406 a.C. aproximadamente)

Principal Texto: Édipo Rei.
Tema Principal que tratava: das grandes figuras Reais.

Eurípides(484 a 406 a.C. aproximadamente)

Principal Texto: As Troianas
Tema Principal que tratava: dos renegados, dos vencidos (Pai do Drama Ocidental)


Curiosidades : Os atores usavam máscaras de linho enrijecido. Está é uma máscara da tragédia grega.

Os juízes se sentavam nestas poltronas e premiavam as melhores representações do ano.


Espero que tenham gostado! E esperem a nossa próxima postagem depois da semana santa!
Beeeeeijos :*

30 março 2010

Teatro Grego

  Olá trambiqueiros!

  Hoje eu vou falar sobre o teatro grego, que tem como tema tragédia. Eurípedes era um poeta, nascido por volta de -485, no demo de Flieus,da tribo Cecropida e morreu em -406,certamente na própria Atenas.
  Sua primeira tragédia foi “As Pelíades”, mas nos 50 anos seguintes, ele compôs pouco mais de noventa peças, mas só podemos destacar Medeia e Hipólito,como as mais conhecidas.
  Na tragédia “Os Nossos Mortos” Eurípedes nos transmitiu um dos mais interessantes e mais emocionantes retratos das forças antagônicas que governam a alma humana. Medeia é a personagem principal, e ela luta com todas as forças e todas as armas contra as adversidades que a acometem. Isto é todo Ódio que é transformado em um enorme desejo de vingança, por Medeia ter sido traída por seu Marido. Bem trambiqueiros espero que tenham gostado,e comentem.

Beijos e uma boa semana santa pra vocês galera!

Aluna:Carolline Ithamar Fernandes Franco

29 março 2010

Teatro é engraçado :)

Oi trambiqueiros,


Hoje o post vai ser bem ligth. Como vocês estão? Eu estou ótimaaa! O que vocês acharam da aula de Gilsa hoje? Eu amei, a peça que nos foi apresentada é muito engraçada, apesar de nem assistimos toda, eu já gostei. Gostei também de como eles trataram o tema da mal educação das pessoas no cinema, ele abordou de uma forma comediante, que faz a todos rirem. Também serviu de lições para nós, que as vezes não prestamos atenção mas fazemos algumas coisas que ele falou na peça.

Bom, amanhã começam as apresentações sobre o teatro, estou animada para ver o que vocês irão apresentar. Tenho certeza que vão ser ótimos e muito criativos os trabalhos.

É só isso trambiqueiros, beijos mil :*
Até segundaa!