13 maio 2010

Ariano Suassuna

hello, people :D iai, tão estudando muito pras parciais? segunda-feira já começa o sofrimento kkk mas vamos ao que interessa né? Hoje a postagem é sobre uma parte do trabalho apresentado na última terça-feira (11.05).

Ao falar do Nordeste, nas outras regiões do Brasil, percebemos que ele recebe muitas críticas precipitadas e infundadas, baseadas apenas na imagem de um nordeste marcado pela crise social e pela seca. Ariano Suassuna veio para pôr essas opiniões à prova, já que evidenciou em suas obras as várias faces do Nordeste, que também possui inúmeras riquezas dignas de atenção.
Nasceu em João Pessoa mas passou a maior parte de sua vida em Recife, onde cursou Direito e Filosofia. A partir disso inicia os seus projetos literários, e sua primeira obra foi o poema "Noturno". Porém sua primeira peça de teatro só viria dois anos depois: "Uma mulher vestida de Sol". Começava assim a brilhante carreira literária de um ilustre paraibano, que mais tarde seria conhecido e admirado por centenas de brasileiros. Escreveu várias peças de teatro, dentre elas "O Santo e a Porca - O Casamento Suspeitoso", "A Farsa da Boa Preguiça" etc., mas a mais importante e que teve mais repercussão no país foi o "Auto da Compadecida" possuindo até adaptação para o cinema. Advogado, dramaturgo, romancista e professor, Ariano Vilar Suassuna deixou sua contribuição na literatura de forma alegre e espontânea e com uma linguagem coloquial de fácil compreensão, provocando o riso de milhares de pessoas.
Gente, durante as apresentações dos trabalhos, vários trechos de diversas obras foram discutidos em classe. Ficou óbvio que com o passar do tempo a literatura vai evoluindo e se aprimorando, portanto as características dos textos escritos no século XVIII, por exemplo, são diferentes de um escrito no século XX. Dessa forma, gostaria que vocês recordassem e dessem uma lida no material que foi entregue pelos grupos (folhinhas com os trechos das peças) e comentassem sobre as principais diferenças que podem ser notadas entre eles.

"Não troco o meu "oxente" pelo "ok" de ninguém!"
 Ariano Suassuna

11 maio 2010

Autores do Teatro Brasileiro no Seculo XIX

Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis foi um romancista, dramaturgo, contista, jornalista, cronista e teátrologo brasileiro considerado como o maior nome da literatura brasileira. No dia 20 de julho de 1897 com iniciativa de Lúcio de Mendonça, fundou a Academia Brasileira de Letras .

A obra ficcional de Machado de Assis tendia para o Romantismo em sua primeira fase, mas converteu-se em Realismo na segunda. Algumas obras : Uns braços; A Cartomante; O Enfermeiro; Trio em Lá Menor; O caso da Vara; Missa do Galo; Almas Agradecidas.




Artur Azevedo

Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo é considerado um dos fundadores da dramaturgia nacional, ao lado de Martins Pena. Atua também como contista e cronista, retratando as transformações da sociedade carioca do final do século XIX.
Em 1871 escreveu uma série de poemas satíricos sobre as pessoas de São Luís, perdendo o emprego de amanuense (copista de textos à mão). Seguiu para o Rio de Janeiro em 1873 onde foi tradutor de folhetins e revisor de "A Reforma", tornando-se conhecido por seus versos humorísticos. Escrevendo para o teatro, alcançou enorme sucesso com as peças "Véspera de Reis" e "A Capital Federal". E ainda fundou a revista "Vida Moderna", onde suas crônicas eram muito populares.
Artur de azevedo consolidou a comédia de costumes brasileira, sendo no país o principal autor do teatro de revista . Escreveu cerca de duzentas peças para teatro e tentou fazer surgir o teatro nacional, incentivando a encenação de obras brasileiras.



03 maio 2010

Romantismo (Terceira Parte)

Na aula de hoje (03/05) pudemos concluir sobre o que foi o Romantismo, então decidi postar sobre o assunto, afim de que possam lembrar tudo que já foi visto!

O Romantismo é todo um período cultural, artístico e literário que se inicia na Europa no final do século XVIII, espalhando-se pelo mundo até o final do século XIX. Além da poesia e da ficção, obras do gênero dramático também foram produzidas no Romantismo. 
O teatro romântico foi definido a partir da tradição clássica do teatro de Shakespeare, no drama burguês e no teatro tradicional de algumas literaturas. No Romantismo, há o rompimento da lei das três unidades do teatro clássico (tempo, espaço, ação); já que passa-se do verso à prosa. 
Com a transformação do teatro clássico, nasce um teatro moderno voltado para os problemas humanos morais e sociais da época. E as peças passam a apresentar uma variedade de circunstâncias e de personagens. 

Aqui no Brasil, o romantismo originou-se poucos anos depois de nossa independência política. Por isso que nas primeiras obras aparece uma nova definição para a cultura brasileira em diversos aspectos: como na língua, nas tradições, no passado histórico, nas diferenças regionais. Pode-se dizer que o nacionalismo é a marca que caracterizava a produção de nossos primeiros escritores românticos, já que surgiu a necessidade de criar uma cultura brasileira identificada com suas próprias raízes históricas, lingüísticas e culturais.
A partir dessa época é que se firma o teatro nacional. Gonçalves de Magalhães e João Caetano dos Santos são considerados os introdutores do teatro brasileiro. 
Gonçalves de Magalhães escreve, em 1838, a primeira peça romântica no Brasil: Antonio José ou o Poeta e a Inquisição. A peça Leonor de Mendonça, em três atos, escrita em prosa por Gonçalves Dias, revela a consciência do drama moderno.

Martins Pena é considerado o fundador da comédia de costumes no teatro brasileiro. É considerado ainda um dos principais precursores do Romantismo no Brasil e o mais importante comediógrafo da época.
Grande parte da obra composta por Martins foi teatro. Em suas aproximadas 30 peças percebe-se que Martins Pena usa linguagem simples. Outras características importantes são o seu extraordinário estilo cômico e a sátira, usada para censurar, entre outras coisas, a hipocrisia da Igreja e os abusos políticos, além do rebaixamento, exagero cômico, alogismo, trocadilhos, ironias etc. O mundo dos seus personagens englobam, sobretudo, o povo simples da roça e a gente comum das cidades.

 ·         Definições dos papeis na dramatização:
Sujeito: aquele que deseja algo; protagonista das situações.
Objeto: aquilo que é desejado pelo sujeito.
Adjuvante: aquele que ajuda o sujeito na busca pelo objeto.
 Oponente: aquele que atrapalha a busca do sujeito pelo objeto.
Destinatário: para quem se dirige as ações do sujeito para a obtenção do que é procurado.
Destinador: aquele que impulsiona o sujeito na busca do objeto desejado.

O que vocês entenderam sobre esse assunto? Comentem!
E aqui vão algumas perguntas:
 1. O que caracterizava o Teatro Brasileiro naquela época? E porque?
 2. Quais os principais autores do teatro no Brasil?
 3. Quais as características das comédias de costumes de Martins Pena?
 4. Qual a diferença entre adjuvante e oponente?

02 maio 2010

Teatro Jesuítico :]

Como vocês sabem, o trabalho apresentado esta semana falou sobre O Teatro Jesuítico no Brasil. A postagem de hoje é um resuminho do que foi dito pelas meninas e complementado pela professora Gilsa.
O teatro em terras brasileiras nasce no século XVI como instrumento de catequese dos Jesuítas vindos de Portugal como missionários. Esse teatro tinha função religiosa e os seus objetivos eram: evangelizar os índios e apaziguar os conflitos entre eles e os colonos portugueses.
A língua falada pelos missionários era o portugês, diferentemente da falada pelos nativos, que era o tupi guarani. Então, para facilitar a comunicação entre os jesuítas e os índios, o padre José de Anchieta publicou uma gramática tupi, a partir da observação da linguagem dos nativos.
Devido à paixão dos índios pela dança e pelo canto, os religiosos passaram a utilizar isso para facilitar a catequese deles. Além de outros hábitos e costumes dos nativos: máscaras, pinturas, instrumentos musicais primitivos, que também serviram para as suas produções com finalidades catequéticas.
Nas peças, as personagens eram encenadas pelos índios que já haviam sido catequizados e o cenário era a própria natureza, já que a maioria das peças eram realizadas ao ar livre.
As obras eram feitas para assustar os indígenas, já que mostravam o suposto sofrimento dos índios que não seguissem os preceitos da Igreja Católica, persuadindo-os de que o melhor caminho para a "felicidade" era aderir à Igreja e seguir a Deus.
Iai, gente ?  Ficou ainda alguma dúvida ? O que vocês acharam desse assunto ? Comentem, queridos :*

01 maio 2010

VI BANCARTE :)

HEEEEEELLO, AMIGOS :D kk Como vão ? :) Hoje vim trazer pra vocês um pouco sobre o VI Bancarte...
     "O Bancarte é uma mostra de Cultura e Arte promovida pelo Sindicato dos Bancários da Paraíba, que, pelo sucesso das edições anteriores, já faz parte do calendário cultural da cidade de João Pessoa.
     Este ano, o VI Bancarte tem como tema o Teatro Paraibano, homenageando peças teatrais e os profissionais que representam os segmentos do Teatro. A entrada para os espetáculos é gratuita ao público em geral."
Esta "introdução" do Bancarte, eu retirei de um informativo no qual consta, também, dias, horários e local das apresentações:
Peças Teatrais:
- 29 de Abril às 19h, se apresentou o ator Chico Oliveira, da Companhia do Rosário, com o espetáculo "Incelênça";

- 30 de Abril às 19h, Daniel Porpino, Dudha Moreira, Fabíola Morais e Thardelly Lima, da Osfórdidário, encenaram "A Farça do Poder";

- Hoje, dia 01, o ator Fernando Texeira se apresenta pela Companhia Bigorna, com a peça "Esparrela", também às 19h;

- E amanhã, dia 02, às 16h o espetáculo será paras crianças. A Companhia Boca de Cena traz o Teatro de Bonecos, apresentando "O Boi Encantado".
Todos os espetáculos: Sede do Sindicato dos Bancários :)

Música:

- Abertura foi dia 29 de Abril com Baticumlata, Coral Emlur, Bira Delgado e Banda;

- Ontem, dia 30, às 22h teve show da banda Brasis e 00h teve O Teatro Mágico (ÓTIMO kk);

- Hoje, dia 01, tem show de Renata Arruda às 22h e 00h entra Dorgival Dantas.
Shows: Ginásio de esportes do Sindicato dos Bancários.
Ingressos: à venda na Secretaria da Entidade.

Então, depois desse post, eu queria saber de vocês: qual a importância de trazer mais próximo da gente a Arte e Cultura da Paraíba ? Existe um preconceito - de nossa parte, paraibanos - em relação a nossa própria Arte ?    fikdik kk beijos, amigos :* comentem :)

p.s.: Gente, eu peço desculpas pelo atraso do post, porque como vocês podem perceber, alguns espetáculos já aconteceram, né ? Então, eu vi o informativo na quarta à noite, tentei postar mas não consegui entrar no blog -.- O mesmo aconteceu na quinta e ontem também... Enfim, peço mil desculpas, pois apesar de muitos não se importarem por não ter interesse, minha obrigação era postar com antecedência! Desculpinhas de novo :) bjs :*

26 abril 2010

Romantismo (Segunda Parte)

Como Carol já citou sobre a origem do teatro romântico eu vou postar sobre as diferenças entre o romantismo e o romance, com o intuito de esclarecer mais sobre as dúvidas que surgiram na aula de hoje.

O Romantismo trata-se de um estilo de época surgida no século XIX e que, no Brasil, teve representantes como José de Alencar, Álvares de Azevedo, Gonçalves Dias...
Já o romance é um gênero literário, ou seja, uma forma de se fazer literatura - tal qual um soneto pode ser considerado um gênero, ou um "tipo de texto", digamos assim.
O que acontece é que o romance surgiu no Romantismo, mas não se limitou a ele, pelo contrário, já que existe até os dias atuais. 
Por fim, existe ainda a expressão "românticos" usada para qualificar as pessoas românticas, carinhosas, idealizadoras... Mas isso seria o uso popular, influenciado pelo caráter do "amor romântico" retratado nos romances do romantismo.
Então, puderam entender melhor a diferença? Comentem!


Só para lembrar: Vocês já começaram a ler “O noviço”? Lembrem que é importante a leitura do livro para o vestibular. Então não esqueçam!
Aqui vai um pouquinho do que se trata a peça:
Uma das poucas peças de Martins Pena em três atos, O noviço gira em torno da deslealdade de Ambrósio que se casa por interesse com Florência, rica viúva, mãe da jovem Emília, do menino Juca e tutora do sobrinho Carlos. Assim, Ambrósio tentará ficar com toda a fortuna de Florência, mas para isso acontecer ele terá que tramar diversas artimanhas.



Ficaram curiosos? Então só lendo para saber! [:

24 abril 2010

Romantismo

Logo após a independência do Brasil, nasce o Romantismo brasileiro. Ele assumiu em nossa literatura um significado de extrema importância, já que nasceu devido à necessidade de suscitar no brasileiro um sentimento nacionalista para pôr fim à dependência cultural do Brasil com Portugal. Por isso a primeira geração romântica tinha a preocupação de garantir uma identidade nacional que nos separassem de nossos antigos colonizadores, além de resgatar e criar símbolos de origem nacional.

A época Romântica no Brasil é dividida em três gerações:

- Primeira geração: nacionalista, indianista (há uma forte presença dos nativos nas obras) e religiosa.
Autores: Gonçalves Dias e Gonçalves de Magalhães.

- Segunda geração: é um período também chamado de “mal do século”, porque apresentava temas obscuros, como a morte, amores impossíveis, escuridão, pessimismo e decepções.
Autores: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e Junqueira Freire.

- Terceira geração: esse período desenvolve uma poesia com caráter político e social, já que as obras se tratavam de temas como o abolicionismo, a opressão e a ignorância do povo brasileiro.
Autores: O maior representante dessa fase é Castro Alves, o “poeta dos escravos”, como era conhecido.

Bom, como vocês puderam ver, essas três fases trataram de temas um pouco distintos. Porém, com uma pequena ligação, já que todas elas eram voltadas para o Brasil e seus habitantes, fossem eles os nativos ou não. O que vocês acham disso? Comentem !