13 março 2010

As sem-razões do amor

oi trambiqueirooos ;)
Como vocês foram de provas e como estão se sentindo agora que acabaram?
Bom, primeiramente queríamos pedir desculpas por não ter postado essa semana, mas como estávamos muito concentradas em estudar pras provas, acabou não dando tempo. Semana que vem, vamos voltar a postar diariamente.


Hoje, vou postar outro comentário, agora da aluna Priscilla Costa, que recitou o poema de Carlos Drummond de Andrade,
As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabe sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge dos dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Priscilla Costa: Bem, eu escolhi esse poema por achar interessante as razões e os argumentos que Carlos Drummond de Andrade utilizou. Ele simplesmente ama, e para ele não há explicação. Ele conceitua o amor de forma que faz o leitor perceber e concordar que é quase impossível acabar com o amor verdadeiro. Eu não sei explicar direito, mas escolhi esse poema, porque ele me tocou bastante, e quando ele diz "Amor foge a dicionários e a regulamentos vários", ele tem toda a razão. Não há quem consiga explicar exatamente o que é o amor. O amor é simplesmente amar. Eu apenas não concordo muito, quando ele diz que o amor não se ama; mas enfim, escolhi o poema por abordar um tema tão admirado e questionado por mim: o amor!

Queria pedir pra vocês comentarem o que acharam do poema, se gostaram do comentário de Priscilla e também de pedir sugestões para as postagens, nos ajude para que o blog fique com a cara de todos, e todos participem de maneira igualitária aqui no trambico.

Por hoje é só, muitos beijos e até segunda trambiqueiros!

05 março 2010

Soneto XVIII

Olá pessoal!

Aqui vai mais um comentário! Dessa vez é o da aluna Camila Cunha, que falou do Soneto XVIII de William Shakespeare.



Soneto XVIII

Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno.
O vento espalha as flores pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Às vezes brilha o sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
A beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas, com o tempo, crescerás.
      E enquanto nesta terra houver um ser,
      Meus versos vivos te farão viver.


Camila Cunha: O poema fala sobre como o verão é pequeno e maravilhoso ao mesmo tempo fiquei encantada ao ver como Shakeaspeare conseguiu falar sobre a perfeição de um dia de verão associando à mulher. O dia de verão passa rápido, mas do mesmo jeito que ele vai, ele volta, e no poema Shakeaspeare conseguiu eternizar o dia de verão em uma pessoa ao falar 'enquanto nesta Terra houver um ser, meus versos vivos te farão viver'. E com isso ele quis dizer que enquanto uma pessoa procurar ouvir sua poesia, os versos dele farão ela viver e farão com que os dias de verão sempre voltem.

Comentem o que vocês entenderam do soneto e se concordam com o que Camila comentou.

Beijos

Samara

Soneto 116 - William Shakespeare

Olá Trambiqueiros!


 vamos continuar a postar os comentarios feitos pelos alunos que lerá am os poemas.Hoje irei postar o comentario de Marcelynne sobre o poema Soneto CXVI, de William Shakespeare.


                       "Soneto CXVI"


         De almas sinceras a união sincera
         Nada há que impeça.Amor não é amor
         Se quando encontra obstáculos se altera
         Ou se vacila ao mínimo temor.
         Amor é um marco eterno,dominante,
         Que encara a tempestade com bravura;
         È astro que norteia a vela errante,
         Cujo valor se ignora, lá na altura
         Amor não teme o tempo,muito embora
         Seu alfanje não poupe a mocidade;
         Amor não se transforma de hora em hora,
         Antes se afirma, para a eternidade
              Se isto é falso, e que é falso alguém provou,
              Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.



Marcelynne: O soneto CXVI de Shakespeare "tenta" conceituar o que na realidade é o amor, de acordo como que estamos sentindo.Shakespeare usa seus versos para mostrar que o verdadeiro amor vence barreiras, não se desmancha facilmente e não teme o tempo.O amor verdadeiro, o amor puro que Shakespeare descreve não se transforma, e dura eternamente.Ele termina o poema afirmando que está correto com os versos;" Se isto é falso, e que é falso alguém provou.Eu não sou peta, e ninguém nunca amou".



Ei trambiqueiros espero que vocês tenham gostado,e comentem depois no blog.Tchau, e não se esqueçam de dar uma olhadinha.Bijos a todos!

03 março 2010

Sonnet CXVI

Olá pessoas do Trambico B! Estão gostando da semana?

Bem, vamos continuar postando os comentários que os alunos fizeram sobre os poemas que leram. Hoje é o de Cecília Lima, que comentou sobre o poema Sonnet CXVI, de William Shakespeare.

Sonnet CXVI

De almas sinceras a união sincera
Não há nada que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera
Ou vacila ao mínimo temor.

O amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante
Cujo valor se ignora, lá na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,

Antes de firma, para a eternidade.
Se isto é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

Cecília: Escolhi o poema pela forma que Shakespeare fala do amor. Para o poeta, o amor verdadeiro não tem "hora" para começar nem para terminar. Não muda com o passar do tempo e é eterno. Não é egoísta e não admite ciúmes. Quando passa por obstáculos, se fortalece. Não é como a paixão, um sentimento que aparece repentinamente e desaparece da mesma forma. Quem ama, nunca deixa de amar.

Deixe seus comentários sobre o poema também! Fale o que lhe chamou mais atenção. Amanhã tem mais, não percam! Tchau!


02 março 2010

O umbigo

Oláá trambiqueiros!
Hoje iremos postar o comentário da aluna Carmem Laís sobre seu poema recitado na aula de literatura: " Umbiguinho", de Mário Quintana.

O umbigo

O teu querido umbiguinho,
Doce ninho do teu beijo
Capital do meu desejo,
Em suas dobras misteriosas,
Ouço a voz da natureza
Num eco doce e profundo,
Não só o sempre de um corpo,
Mas também o centro do mundo!

 

Carmem: Foi escolhido por mim, pelo fato de ser ser na minha opinião, um poema muito misterioso e exótico. Realmente estranho, pois não se sabe se o autor está falando de algum amor ou se ele literalmente está falando sobre seu umbigo. Na minha opinião, ele está mesmo falando de sua amada, porém, está comparando-a com o seu umbigo, para falar que ela não é apenas o centro de um corpo (como o umbigo), mas que para ele, ela é o centro do mundo. Do mundo dele, é claro! Além disso, já ouvi falar muito desse poeta; muito respeitado e conhecido.

Gente, vamos ajudar a Carmem a deduzir o significado desse poema postando comentários sobre o que vocês entenderam. Para quem também escolheu esse poema, comentem o motivo pelo qual o escolheram e o que mais lhes chamou atenção quando leu. Beijos a todos!

01 março 2010

O que você tem lido?

Como vão trambiqueiros?

Como sugestão de nossa amiga Ivone, queria perguntar para vocês se vocês leram algum livro nas férias, e se leram, compartilhem conosco e com toda a turma o nome do livro para que possamos ler também.

Eu, nessas férias não li nenhum livro, só começei a ler 2 livros e ainda não acabei. Começei a ler "Avalon High", "Tamanho 44 não é gorda", que são da autora Meg Cabot. Como esse ano eu ainda não li nenhum livro, recomendo meu livro preferido da infância, "O Pequeno Príncipe", é um ótimo livro e tenho certeza que vocês vão gostar.

Bom, por hoje é só, trambiqueiros de plantão.
Beijos mil :*

26 fevereiro 2010

Beijo ou não beijo? Eis a questão!

Olá Trambiqueiros!

Estamos postando o poema "Dúvidas" de Carlos Queiroz Telles. Pelo que eu li e interpretei, acredito que o eu-lírico seja um homem apaixonado e inseguro em busca de um amor, mas não é correspondido.
E vocês trambiqueiros o que entederam? Espero que vocês gostem, por isso, vai ai o Poema "Duvidas" para vocês darem uma olhadinha e comentarem depois!

                                         


                                                       Dúvidas


                                       Às vezes
                                       eu sinto que ela quer.
                                       Outras vezes
                                       eu acho que não.

                                        Ah, como grita
                                        o meu peito...
                                        Cala a boca,
                                        coração!

                                         Ela não pode
                                         desconfiar que
                                         este vai ser
                                         o meu primeiro...
                                         Sufoco de vergonha
                                         e de falta de jeito.
                                         E agora, meu Deus?
                                         O que é que eu faço
                                         com as mãos?

                                          Às vezes
                                          eu sinto que ela quer.
                                          Outras vezes
                                          eu acho que não.

                                          Beijo ou não beijo...
                                          eis a questão.